
Um grupo muito heterogéneo senta-se frente-a-frente numa mesa recostada em confortáveis sofás e em cadeiras que empurram os troncos humanos para a mesa das palavras jogadas por entre diálogos entrecruzados!
Nessa madrugada, a maior parte da cidade adormece e dorme, sob um ar quente tropical… as janelas estão abertas, e o luar invade as divisões das casas…
E sem ninguém saber porquê, sem ninguém ter pressionado nenhum botão, sem ninguém ter forçado nada, os lábios mexem-se, os olhares trocam-se, os gestos acompanham os raciocínios, por vezes já turvos pelo adiantado da hora, e fala-se, fala-se, fala-se…
Um grupo de alguns conhecidos e alguns desconhecidos, que a conversa aconchega (trocando as voltas ao destino dos corredores da faculdade e do ritmo das aulas que tanto pode afastar!) discursa afincadamente sobre o tudo e o nada, sobre temas que nos interessam, e que de fúteis nada têm. As relações humanas são ali dissecadas com um bisturi filosófico e sociológico, as políticas de um passado e de um futuro são analisadas de diferentes perspectivas, a arte, o cinema, a literatura são temas recorrentes…
Ultra-romantismo, romantismo, Feminismo…
Amor, sedução, paixão, obsessão, feronomas, cabelo..
Hitler, Estaline, Lenine, Mussolini, JS (tinha de se falar na JS e nos formulários…)
Vivências, experiências, reais e realidades…
…. E tantas temas que a noite faz esquecer, mas que afagaram um coração deliciado…
Soube tão bem limpar a mente com uma tertúlia improvisada e tão gostosa! Num Café Negro, durante um par de horas e à porta dele outro par, em que nem o frio demoveu aquele grupo, em que se continuaria a conversar pela madrugada fora, até que as luzes da Câmara Municipal dessem lugar às tímidas luzes do nascer do dia…
E ninguém tinha um olhar enevoado (!), antes tinham um olhar sincero, brilhante, diferente, acutilante, discursivo e enternecedor… Aconchegante e feliz!
Quero outro café negro, se faz favor!
(E fazem tanta falta estas conversas….)
Obrigada a todos vocês (e vocês sabem quem são)
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Nessa madrugada, a maior parte da cidade adormece e dorme, sob um ar quente tropical… as janelas estão abertas, e o luar invade as divisões das casas…
E sem ninguém saber porquê, sem ninguém ter pressionado nenhum botão, sem ninguém ter forçado nada, os lábios mexem-se, os olhares trocam-se, os gestos acompanham os raciocínios, por vezes já turvos pelo adiantado da hora, e fala-se, fala-se, fala-se…
Um grupo de alguns conhecidos e alguns desconhecidos, que a conversa aconchega (trocando as voltas ao destino dos corredores da faculdade e do ritmo das aulas que tanto pode afastar!) discursa afincadamente sobre o tudo e o nada, sobre temas que nos interessam, e que de fúteis nada têm. As relações humanas são ali dissecadas com um bisturi filosófico e sociológico, as políticas de um passado e de um futuro são analisadas de diferentes perspectivas, a arte, o cinema, a literatura são temas recorrentes…
Ultra-romantismo, romantismo, Feminismo…
Amor, sedução, paixão, obsessão, feronomas, cabelo..
Hitler, Estaline, Lenine, Mussolini, JS (tinha de se falar na JS e nos formulários…)
Vivências, experiências, reais e realidades…
…. E tantas temas que a noite faz esquecer, mas que afagaram um coração deliciado…
Soube tão bem limpar a mente com uma tertúlia improvisada e tão gostosa! Num Café Negro, durante um par de horas e à porta dele outro par, em que nem o frio demoveu aquele grupo, em que se continuaria a conversar pela madrugada fora, até que as luzes da Câmara Municipal dessem lugar às tímidas luzes do nascer do dia…
E ninguém tinha um olhar enevoado (!), antes tinham um olhar sincero, brilhante, diferente, acutilante, discursivo e enternecedor… Aconchegante e feliz!
Quero outro café negro, se faz favor!
(E fazem tanta falta estas conversas….)
Obrigada a todos vocês (e vocês sabem quem são)
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