domingo, 14 de outubro de 2007

Conceitos e Significados

Rotina do Domingo: depois de alimentar o espírito, e ainda antes de alimentar o físico, folheio o JN e a sua revista "Notícias Magazine". Hoje li com especial avidez a entrevista a Gilles Lipovetsky, um filósofo francês que lançou um novo livro, entitulado "A Felicidade Paradoxal". Com esta entrevista aprendi um novo conceito:


Homo Consumericus: o indivíduo deixa de consumir para mostrar aos outros e passa a consumir para se relacionar consigo próprio, através daquilo que compram as pessoas desejam exprimir a sua personalidade, a sua cultura, os seus gostos.

sábado, 13 de outubro de 2007

Citação (II)

"Porque a filosofia precisa tanto da morte como as religiões, se filosofamos é por saber que morreremos, monsieur de montaigne já tinha dito que filosofar é aprender a morrer."


em "As Intermitências da Morte", de José Saramago

domingo, 7 de outubro de 2007

"Complicómetro"

Tirei um tempinho, e depois de ver as escolhas dominicais do Professor, decidi dar um salto à blogosfera, nomeadamente, à blogosfera do jornal Sol, da qual fazem parte, por exemplo, Marcelo Rebelo de Sousa, Paulo e Miguel Portas, António Pedro Vasconcelos, Margarida Rebelo Pinto... Nunca tinha dado um salto ao espaço desta última, e "com muito prazer" (título do blog), comecei a ler o último post.


Dele destaco 2 conclusões:

- A culpa e o medo são mecanismos que fazem disparar o "complicómetro", tão típico dos portugueses, segundo a escritora;


- "É verdade que o complicómetro afecta muitas mulheres, mas no caso dos homens é ainda mais complicado, porque, como diz Eduardo Mendonza, os homens raramente se explicam, e quando o fazem, fazem mal."


Huuummm, acho que discordo da segunda conclusão... a comparar quantitativamente diria que é mais complicado nas mulheres... É que eles raramente têm de se explicar, porque das duas uma, ou nós explicamos por eles, ou antes de eles darem explicação, nós já a sabemos porque já a vemos nas expressões deles... Ou então não...


E vamos a ver, será assim tão mau o complicómetro? O "para a frentex" não terá o defeito de tudo que pareça com o simplex? E depois, o que era feito dos romances, das telenovelas brasileiras, portuguesas e das míticas mexicanas?? E que seria feito desse sucesso que é "O Diário de Sofia?" E dos psicólogos, psiquiatras, conselheiros, videntes, etc, etc...?

Por isso, se calhar, para muitos o complicómetro é um bom ganha-pão!

sábado, 6 de outubro de 2007

Desafio

15 dias sem estar na internet mais do que uns reduzidos minutos impossibilitaram-me de responder mais cedo ao desafio colocado pela RTP, do blog Tretas&Letras :

"1. Peguem no livro mais próximo;
2. Abram-no na página 161;
3. Procurem a 5ª frase completa;
4. Coloquem a frase no blog;
5. Não vale escolher a melhor frase nem o melhor livro (usem o mais próximo), de preferência não jurídico, ok?;
6. Passar o desafio a cinco pessoas."

Como, de preferência, tem de ser livro não jurídico, o livro mais próximo é "As intermitências da morte", de José Saramago. Acontece que a pág. 61 só tem 3 frases (o que para quem já leu Saramago não constitui uma surpresa!).

O 2.º mais próximo é o "Livro do Desassossego", por Bernardo Soares, 1.ª parte ("cordialmente" ;-) emprestado pelo Duarte). Fica então a frase:

"Um fim vago devia existir, pois caminhávamos."

Coloco o desafio ao Duarte, João Fachana, Sargento de Ferro, Gustavo Santos e S.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Ainda o (Re)Descobrir Amarante II

Como tinha prometido num post anterior, (Re)Descobrir Amarante (II), aqui fica a foto do baixo relevo decorativo existente na Igreja de S. Gonçalo, no alto da Nave Central, sobre a 1.ª Ponte (a original Ponte de S. Gonçalo), que começou a ser construída em 1250.


Recorde-se o que se disse sobre este baixo relevo: "todavia a ponte seria, com certeza, diferente, na medida em que o santo não tinha necessidade de construir uma ponte com ameias e uma torre para defesa e portagem."










E, por fim, uma fotografia da Senhora da Ponte, cruzeiro que foi retirado da 1.ª ponte antes dela se desmoronar, tendo sido colocado, posteriormente, na janela dum recanto da Igreja (para quem vem da ponte, está logo em frente!)

Uma referência final à página pessoal sobre Amarante de Carlos Portela, que simpaticamente passou pelo meu blog ;)

Os imprescindíveis telemóveis

Retirei o excerto seguinte da Revista dos Aderentes Fnac Setembro/Outubro 2007:

"Pouco resta para dizer acerca deste acessório que já deixou de o ser, porque praticamente se tornou num bem de primeira necessidade. Quantas vezes imaginamos como podíamos viver há anos sem o telemóvel?"


Eu já imaginei... E também me lembrei de como (sobre)vivia sem ele... E o leitor?

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Citação (I)

"A decadência é a perda total da inconsciência..."

Bernardo Soares, n'o Livro do Desassossego