domingo, 28 de setembro de 2008

O sinal dos tempos

"Lembro-me das palavras de um aldeão que me disse: No tempo dos nossos avós, plantavam-se castanheiros para os netos usufruírem, agora plantam-se eucaliptos para, em dez anos, darem lucros", in Notícias Magazine, de 28 de Setembro, pág. 39

Into the Wild - O Lado Selvagem

Dá muito jeito ter uma boa conselheira cá por casa... Oh se dá...



"As únicas oferendas do mar são duros golpes e a oportunidade ocasional para nos sentirmos fortes. Não sei muito sobre o mar, mas sei que aqui é assim. E também sei que, na vida, o mais importante não é necessariamente sermos fortes, mas sentirmo-nos fortes. Pormo-nos à prova pelo menos uma vez. Colocarmo-nos, pelo menos uma vez, nas mais primitivas condições humanas. Enfrentar sozinhos a rocha cega e surda, sem outra ajuda que não a das nossas mãos e do nosso cérebro."



Para este filme uma só palavra: Belíssimo!!!




E, independentemente de se concordar ou não com a filosofia ínsita no filme, é inegável a sua extrema beleza e a discussão que o mesmo levanta sobre a nossa actual forma de estar e viver...

Também destaco e espectacular banda sonora a cargo de Eddie Vedder ;) Ouçam e vejam aqui uma das músicas... Vale a pena!

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

O absurdo

"Antes de encontrar o absurdo, o homem quotidiano vive com finalidades, com uma preocupação de futuro ou justificação (não importa aqui averiguar em relação a quem ou a quê). Ele avalia as suas possibilidades, conta com o mais tarde, com a sua reforma ou com o trabalho dos filhos. Ainda julga que qualquer coisa na sua vida se pode dirigir. Na verdade age como se fosse livre, mesmo que todos os factos se encarreguem de contradizer tal liberdade. Depois do absurdo, tudo fica abalado. Esta ideia de que «sou», a minha maneira de agir como se tudo tivesse um sentido (mesmo que, por vezes, eu possa dizer que nada o tem), tudo isto se encontra desmentido, de maneira vertiginosa, pelo absurdo de uma morte possível. Pensar no amanhã, fixar um objectivo, ter preferências, tudo isto supõe a crença na liberdade, mesmo que, às vezes, as pessoas se certifiquem de que não a experimentaram. Mas, nesse momento, essa liberdade superior, essa liberdasde de ser que é a única a poder fundar uma verdade, sei então que ela não existe. A morte está ali como única realidade."
excerto retirado d' O Mito de Sísifo, de Albert Camus.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Gerry

Cumpre ver os filmes que estão no computador, de forma a poder ter algum espaço livre no mesmo para realizar qualquer tipo de operação...
Acabei de ver "Gerry", do Sr. Van Sant. Muito, ou nada, se poderia dizer. Decidi procurar na internet opiniões de outros, e uma frase me chamou a atenção, pela perspectiva de extrapolação:

"Sobre a tragédia de alguém que tem de matar o seu outro eu para voltar ao trilho de onde saiu." - Paulo Ferrero



.... Quantos eus não matámos para voltar ao trilho de onde saímos?

domingo, 18 de maio de 2008



OBRIGADA a todos!

Parafraseando uma mensagem que me enviaram: "Muito peixinho e água porque já só faltam dois anos para a degeneração celular superar a renovação e, como tal, para o início oficial da velhice..."

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quarta-feira, 30 de abril de 2008

Surgiu, enfim... (I)

Não gosto da palavra amo-te, soa muito a novela mexicana...*

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Esquissos de algo do nada

Desconcertas-me a alma
Despedáça-la em mil pedaços
Desencontrados num pátio
Descolorado por tão agreste
Desastre natural ter sofrido por ter
Desafiado a palavra adorar...

Lágrimas de sangue brotam
Longamente... escorrendo pelos meus
Leves dedos, enfraquecidos pelo
Latejar de uma alma
Ligada a um coração que não
Larga e que lhe dá um vigor
Latente de morte... Prolongada!

Ali estou parada,
A olhar para o espelho d'
Alma que sou e que fui
Assisto ao desaparecer d'
Alguém que por não ter
Abstém-se de existirAbdica de respirar e
Almeja eternizar para sempre
Aquele olhar de ternura...

...Que lhe limpou outrora o Ser
Querido Ser que lhe iluminou o caminho
Com aqueles faróis de mel, doce tentação em
Que ruidosamente
Quis prender-me...

Renasci, vivi e arquivei...