quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Citação (VII)
Alteração do Código de Trabalho
domingo, 12 de outubro de 2008
Citação (VI)
"Talvez nos expressemos melhor se não usarmos palavras... Querem tentar?"
in The Darjeeling Limited
Desabafo
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Reforma/Revisão laboral
À CGTP pelo facto de ter disponibilizado no seu site, a propósito de um debate sobre a revisão da legislação laboral, por ela promovido no dia 16 de Setembro, as gravações áudio de cada um dos intervenientes. Para quem tenha gosto, interesse, e paciência, é um instrumento de contextualização e aprendizagem, em relação a este matéria, muito interessante!
À ELSA, núcleo da Faculdade de Direito da UCP - Porto, pela organização do debate de hoje, com entrada livre (! - é tão raro agora! :( ), que, a ter corrido durante o dia, como correu durante o período em que tive o prazer de lá poder ter estado, foi de uma enorme qualidade, e imensamente enriquecedor!
Sem dúvida, os dois promoveram o debate democrático e estimularam o "diálogo laboral"!
Um grande bem-haja! ;)
domingo, 28 de setembro de 2008
(Re)Descobrir Amarante (VIII)
"Na tua velha ponte, São Gonçalo,
Contempla um pobre tolo as duas margens
Do Tâmega.
Dum lado, a velha igreja,
O Largo, a torre, em pedras fe granito;
Pedras que ali ficaram para sempre,
Outrora, adormecidas pelo canto
De rústicos pedreiros.
Do outro lado,
A cavernosa rua do Cuvelo
Que vai findar nos antros de Plutão. (...)"
"(...) Na ponte, sobre o Tâmega medonho;
Esse caudal de trevas liquefeitas
Que se entolda de lodo; e, enfurecido,
Transborda, alaga as margens infinitas.
E entre os pegões de pedra ronca e brame,
E em rodilhões de espuma vai fugindo,
Lá vai morrer no mar..."
"Passa a banda musical, rebrilhante de metais, num incêndio de rectilíneos sons multicolores. A ponte é um deslumbramento agudo de ruídos. Singram no ar, como flechas, num desespero atroador. Passa o Diabo e a sua esposa e mil diabinhos, atrás deles. Fazem caretas, guincham, e deitam lume pela boca. Passa o Senado Municipal, a santa serpe, o Zé Preto e o seu painel, o Zé P'reira e o seu zabumba, S. Tiago de lança em riste (...) Passam romeiros com a santinha no chapéu [e] feirantes espertos e manhosos, mendigos roídos de chagas purulentos, aleijados inverosímeis e macabros, corpos torcidos e retorcidos pelas mãos de algum demónio. (...)"
in, O Pobre Tolo